12 March, 2009

Romance no HAITI 7

Quase não lembro de como foram meus dias de trabalho, de como foram minhas ocupações. Lembro que não faltei com nenhuma. A única coisa que passa pela minha cabeça, é de como esta mulher é maravilhosa.


Estava pensando nela, ao mesmo tempo tentando imaginar se eu não convivi com nenhuma mulher chamada Dona, durante minha infancia/adolescência. Ela não é igual a mim, ela não pensa como eu mas, ela cheira a comida que eu quero comer, tem o gosto do vinho que quero beber, do Souza Paiol. E dizer que é previsível saber o que ela pensa, é pouco! Olhe, que nem somos conehcidos a tanto tempo assim.

Nada é fútil, nada complexo, nada é duvidoso. Ela tem um vocabulário lindo, sempre quis falar como ela.
Não sou tão culto. 

Se eu estou apaixonando? Não sei! Acho que sim.
Se estou amando? Duvido muito. Hoje já não tenho tanta paciência pra me preocupar com isso. E nem estou esperando por isso. É o que menos me passa pela cabeça.

Dane-se o amor, dane-se o ciúme, dane-se qualquer eventualidade romântica forçada, vamos curtir o ROCK! O rock com Dona é uma delícia. É só com ela que eu quero, e nem me preocupo se vai ou não aparecer outra figura na minha vida.

Vida...
As vezes é curta.
Bem que eu já sabia disso. Pricipalmente no meu caso! Pena...
Eu não sei quando a verei novamente. Pois é! Vamos supor que: ela teve que ir trabalhar no dia seguinte, depois de ter trazido sua cafeteira aqui pra minha casa, e antes de que eu chegasse ao meu trabalho, eu fui comprar meus cigarros e no meio tempo disso tudo, tive que dar um pulinho no hospital... Vamos supor mais ainda, que essa tenha sido a minha décima primeira vez que preciso ir lá.

Agora vamos supor, que tudo isso seja verdade. 

.

16 October, 2008

Só tendo uma estrela na testa...

Parece que esse cara escolhe a dedo a mulher que vai ficar. Só que não pela casca, isso também mas, pelas coisas que acontecem.


Tem uma em especial, que ele conheceu através de um amigo que, diz ele, não tava nem ligando muito, achava ela meio abestalhada, com jeito de criança e cabeça de criança tambem mas, a menina era linda, carinhosa, do jeito que chamava sua atenção com relação a cabelos, pele... Mulher branca, cabelos longos pretos, pronto, o cara já se interessa. Pra tudo tem um porém, ela era mais nova, e virgem. Isso já diz tudo! Demora para conseguir alguma coisa, que na verdade é mais provável que não consiga. 

Um cara desenrolado, convence bem as pessoas, independete do sexo, boa presença, boa aparência, não teve problema em conseguir "ficar" com a garota. 
Princípio: Beijos, abraços, SEM MUITO ENCOSTO por favor! ... Eram essas as condições.

O tempo vai passando, as coisas vão mudando. Sabe aqueles jogos de estratégia, que você tem tanques de guerra e vai avançando cada espaço, conquistando territórios. Pronto. É a mesma coisa. Foi como ele falou e como imagino também.

A parte engraçada começa agora. Ela, depois que as cosias já esquentavam, um pouco, mas esquentavam. Começou a falar: "Você não faz "AS COISAS" ".
O desespero tomou conta da cabeça dele pra saber quais eram "AS COISAS". Pra ser sincero, era o que ele imaginava, mas como a menina era virgem, existe aquele receio, o pudor de poder avançar e estragar tudo mas, chega aquele dia, aquela hora que a pessoa já está saturada de tentar dar voltas para poder ter certeza se é o que está pensando, então... BANG! Vai direto ao assunto. E para a felicidade dele, provavelmente dela e de todos, era o que ele estava pensando.
Na casa dela, quando estavam sozinhos, chegou no ouvido dela e foi falando coisas do tipo: "Eu estava pensando bastante sobre "AS COISAS" que você tinha comentado que eu não fazia...". Aos poucos ele foi passando a mão na barriga dela e descendo bem devagar. "... então eu resolvi parar de me enganar e ir direto ao que eu pensava".  Beijando o pescoço dela, respirando bem devagar em seu ouvido e falando, a mão entra no seu short e então a segura bem devagar por cima da calcinha. Quando seus olhos se fecharam... Fim do mistério. "AS COISAS" se deram início, mas não foram finalizadas naquele momento.

Um de nossos amigos, fez uma festa de aniversário na casa dele. Uma reunião de amigos e amigas. Só os " chegados"! Era só beber, fumar, conversar, rir, contar histórias ou estórias, o que valia era curtir.
Neste dia estávamos todos que estavam ouvindo esta história mas, ninguem percebeu nada.
Chega uma hora da festa que tem os bebados, os drogados, os conversadores de papo-cabeça, os jogadores de dominó, de poker, os que estão nos quartos transando e assim vai. 
Os dois estavam jogando dominó, junto comigo e outro brother nosso. Chegou uma hora que decidimos ir jogar um pouco de poker, mas ela disse que não ia. O engraçado foi que ela ainda na mesa, falou pra ele: "Não, você não vai!". Isso foi hilário. Ele com o peito estufado falou: "Ha-ha, com certeza eu vou". Então entra a parte onde não vimos.
Nos levantamos, eu e o brother e os dois também, então ela vira pra ele e faz mesmo assim: "Você quer jogar ou ...". Quando chegou o "OU ...", o cara se depara com uma virada de olho apontando para o quarto e um gesto sutil com a mão, que nas boas linguas significa: "SEXO!". 
Cara, aquilo foi bem ROCK'n'ROLL!!! 
Uma garota virgem, chamar pra sua primeira vez desse jeito. É emocionante.

Por fim, me lembro que eles não jogaram poker conosco.

I_I paz.

15 October, 2008

Fica no ar

Meu nome? Não é necessário. Você só quer saber do que eu tenho pra falar.


Eu estava caminhando na praia, quando encontrei uma amiga que estudou comigo. Ela mudou bastante desde a ultima vez que nos vimos. Acompanhada do seu noivo, ela me chamou para visitá-los no final da tarde.

Aquela manhã me deixou com aquele cansaço de quem levou sol a manhã toda, que de fato foi! Mas, não deixei de visitá-la. Não poderia fazer isso com uma pessoa tão querida.
Fui muito bem recebido. Em sua varanda enorme, tinha uma mesa com 2 garrafas de vinho, um no gelo, já aberta, e outra fechada... assim que apareci pelo portão da casa, foi aquela festa...

- Vem rapaz, entra. A gente estava te esperando. - Falou o noivo dela.
Me sentei, cumprimentei a todos. Irmão, pai, mãe e a ela, claro. Assim que me sento, encheram uma taça de vinho e me deram. Não tinha música, mas muita comida e muita bebida que depois que as horas de conversa foram passando, foram aparecendo cada vez mais vinho. Eu já estava além do plano terrestre.
Colocamos todo asusnto em dia, falamos de nossas antigas amizades e assim a gente foi se divertindo. Não nos tocamos em nenhum momento, depois que nos cumprimentamos assim que cheguei.
Todos da mesa, depois de algumas horas foram se retirando quando chegou um momento em que seu noivo saiu para ir ao banheiro e então por poucos minutos ficamos a sós. O único momento daquele momento que já era noite, que ficamos a sós.
Ela estava linda. Loira, com seus grandes olhos castanhos e sua boca pálida, com lábios largos, não grossos. Sorriu para mim...
- Eu estava com saudade de você.
Sorri e apertei sua mão que estava sobre a mesa, mas não falei nada. Foi a única palavra que trocamos nesse período que estávamos sozinhos.
Seu noivo volta a mesa e continua o assunto de onde ele parou, assim que tinha saído da mesa. Ele estava falando coisas relacionadas a violência em shows de bandas bahianas. Eu estava até compartilhando opiniões, antes dele sair da mesa, mas quando ele voltou, eu estava só concordando e nem ouvia mas o que ele falava. Eu estava vidrado nela.
Assim que ele terminou de falar, eu pedi licença para ir ao banheiro. Fui, fiz o que tinha que fazer e voltei. Eles estavam calados, somente de braços dados. Voltei para meu lugar, sentado de frente para eles, com uma mesa nos dividindo e enquanto me ajeitava na cadeira, encostei no pé dela e não entendi o porque aquilo não me encomodou. Não tirei o pé de cima do pé dela. Nenhum momvimento suspeito, nenhuma má iniciativa. Começou como um acaso e deixei.
Ela não moveu o pé, passou bastante tempo com ele parado, sem mover, sem se mexer.
Minha taça já estava fazia já faziam uns 40 min... Ela se prestou a encher sem me consultar, e fazendo o movimento de pegar a garrafa e se curvar até minha taça que estava na beira da mesa, proxima a mim, ela tira seu pé do baixo do meu e volta para o lugar, na mesma posição, com o braço em volta do braço de seu noivo.

Aí estava um bom momento para eu pensar que fiz besteira, em encostar nela, de um modo "escondido". 
Só que esse pensamento, antes de ter terminado, ele foi preenchido com um toque quente, e suave de seu pé sobre o meu. De uma forma nada sutile bastante eficaz, ela coloca seu pé sobre o meu, pressionando com carinho, sem fazer muitos movimentos, mas deixando bem claro o que estava fazendo.
Foi um susto. O melhor susto do mundo.

Não pude perder a oportunidade de massagear o pé dela com o meu. Beliscar seu calcanhar com meus dedos do pé. 
Ela não é nem um pouco discreta. Estava na cara dela.
Sua respiração estava forte, mas de um jeito que eu conseguia notar. Sua boca pálida, começava a mostrar sinais de vermelhidão.  
A pele branca revela tudo.

Vez ou outra ela passava a mão no rosto e eu notava pequenas mordiscadas no lábio inferior. Piscadas prolongadas... Olhadas inquietas para o lado...
Só Eu e Deus sabia o que ela estava pensando.

Quando vi que aquilo estava ficando forte demais, eu decidi partir. Aquilo, naquela situação, naquele ambiente, não daria certo. Ou melhor. Daria muito errado.

- Vou pra casa, tomar um banho. Esse vinho me deixou suando. He-he. Fazia tempo que não bebia tanto.
- Já? Mas está cedo. - Ela fala de uma maneira desesperada e dando tudo a perceber.
Desconversei e me despedi de seu noivo.
- Foi um prazer. A proxima reunião, eu que organizo.
- Ótimo! Não esqueça de comprar cerveja! - Falava gritando, de tão bebado que estava.
Aperto de mão, tapa forte no ombro e um Até Logo.
Ele foi recolhendo as coisas para levar para a cozinha, enquanto minha amiga me deixava no portão de sua casa.

- Ainda estou com saudades. - Ela me fala, assim que paramos na calçada.
Me viro pra ela, lhe dou um abraço
- Eu sempre tenho saudade de você. - Ela me aperta e solta todo o ar que tem em seu pulmão.
Lhe dou um beijo na bochecha, olho nos seus olhos durante 1 segundo e vou embora.

08 September, 2008

Romance no HAITI 6

São 13:42 e ainda estou deitado no sofá com minha casa toda revirada. Realmente eu odeio bagunça, mas minha cabeça estava tão atordoada que eu nem sabia o que gostava, naquele momento.

Juntei todo o lixo seco com os pés, no canto da parede, para depois colocar na lixeira e jogar fora. Tudo o que eu desejava naquele momento, era um banho gelado, café forte escaldante e um souza payol somente, nada mas. Somente Seu Abreu pra me dar essa felicidade nessa hora.

Existe uma coisa que eu odeio, é a tal da surpresa.
A miserável da surpresa foi feita para pegar a gente num momento embaraçoso, não disponível a sociedade. O pior, é que comigo sempre acontece quando eu desejo não encontrar ninguem ou então ficar quieto.
Abro a porta e encontro a mulher que eu desejaria que estivesse ao meu lado quando eu acordei. Numa cama, claro. 
Tudo que eu não queria, primeiro: encontrar uma mulher agora; segundo, se fosse para encontrar uma mulher, que não fosse Dona.
- DONA? - assustado - Como você sabe onde moro? Eu não te falei ontem!
- Oi! - tambem assustada, por causa de minha reação - Ah, sim... Eu fui no mercado te procurar. me desculpar por não poder vir a sua casa, para a festa que seus amigos estavam dando para você. Só lembrei que você não estava mas no mercado, assim que cheguei. Mas fui muito bem recebida e as pessoas me confiaram seu endereço. Então estou eu aqui.
- he-he - sorriso amarelo - Desculpe pela bagunça. Realmente, neste exato momento, desejo só uma coisa para nós dois. Vamos sair daqui! Minha casa está uma bagunça! - Falo com toda convicção que provavelmente existe no mundo.
Ela começa a rir, sem pudor, sem medo de mostrar os dentes lindos que ela tem. Sua voz fica tão macia quando ela ri. Me lembrou um bebê, com aquelas risadas apertadas, bem gostosa de ouvir. Me apaixonei.
Saímos da minha casa, fiz a maior questão para que ela não olhasse para dentro de casa somente para me livrar do constrangimento de ver a bagunça que estava.
Fiquei meio cabreiro para leva-la até S. Abreu, mas pensei bem. S. Abreu ele não é só "um cara da banca", ele é meu amigo, eu posso até considerar uma parte de minha família. Este homem me ajudou em tanta coisa quando eu precisei, nunca pediu nada em troca, nunca fez questão de nada, jamais negou um presente que eu lhe dei. Ele me trata como se eu fosse seu filho. Sem tirar que ele tem uma história de vida impressionante, todos gostariam de sentar, tomar seu café e ouvir o que ele tem para falar, com certeza. Sim... Não posso esquecer. S. Abreu é a pessoa que faz o melhor café que eu já tomei na minha vida. Eu realmente faço questão de apresenta-la. Não sei o por que, mas esta mulher está me cativando de uma maneira singular. Passei tanto tempo só com pequenos relacionamentos, ficadas, paqueras, sexos casuais que, hoje, eu sinto muita falta de andar de mão dada com uma mulher que eu realmente sinta algo por ela. Dormir ao lado... Beijar sem pensar em me afastar, é tudo o que eu quero. Enfim, não se pode saber quando isso vai acontecer, mas, vamos viver a vida.
- Dona, eu estava a caminho da banca de Seu Abreu. Um grande amigo que trabalha aqui perto. Eu ia tomar um café e comer alguma coisa, gostaria que você viesse. Ele é um senhor muito humilde e alegre, iria adorar conhecê-la. Ele adora mulheres bonitas. 
- Vamos sim, Adão. - soltou aquele ar de riso, para dizer que engoliu o elogio. Mas ficou contente pelo convite informal.

- S. Abreeeuu!!! - abro meus braços para lhe dar um grande abraço.
- Garoto!!! - ele vem até mim e me abraça, com um forte abraço de pai - O que posso fazer por você?
- Você já faz tudo por mim, não precisa fazer nada! Mas, eu gostaria de lhe apresentar uma amiga. Uma bela dama para nossas conversas. Esta é a Senhorita Dona.
- Garota Dona!!! Como você é linda. - com um belo gesto lento e majestoso, beija as costas de sua mão.
- Muito prazer Senhor Abreu. Uma honra conhecê-lo. O Garoto Adão estava me falando do senhor, quando estávamos vindo para cá. Fiquei curiosa - sorri sutilmente virando os olhos para mim, assim que me chama de Garoto Adão.
- Por favor crianças, sentem-se. Vamos comer alguma coisa e tomar um café.
Falou a frase mágica: "Vamos comer alguma coisa e tomar um CAFÉ".
Esse senhor de 72 anos, chamando dois seres humanos que estão na casa dos 30, de crianças, é muito divertido.
 

29 August, 2008

Te quero pro meu título

Oh Cila, Cila
por que fazes isso comigo?
Eu sou tão feliz com você. tão vivo e confiante.
Só pela idéia de saber que estou com você,
eu sei o que fazer, eu sei o que pensar,
sei como agir! Sou alguem melhor!

Magnolia, eu quero saber da sua história
quando não estas por perto,
quando não estas em meu teto
vem, me deixa ser para sempre sua gloria,
seu menino, sua prosa.

Me dá mais uma página de amor
uma estrofe, uma linha.
Contigo não sou egoísta, não sou cru
e nem sinto frio.

Tenho medo de morrer,
tenho medo de perder minha vida
tenho medo de perder meu prazer
tenho medo de perder você.